domingo, 20 de dezembro de 2009





O MILAGRE DO PEQUENO PIANISTA

Aquele Ari Rodrigues da Silva, de Bagé, agora era pastor de sucesso na cidade de Santana do Livramento. Era o ano de 1.966 e a saudade entre nós era mútua. Assim, o agora Rev. Ari, me convidou para ajudá-lo a evangelizar Santana do Livramento. O Rev. Ari, como se chamava, tinha alugado um novo local que era um cinema perto da Linha Divisória. Chegando lá, iniciei uma campanha evangelística que duraria três meses, com a participação da missionária Eva, e outros que auxiliavam o Rev. Ari Rodrigues da Silva. Certo dia, lá nas reuniões no cinema, apareceu um homem gravando todas as reuniões, assim o fez por dois ou três dias. No último dia, ele pediu para falar conosco. O homem se identificou como fabricante de pianos numa cidade do interior de Santa Catarina, e contou-nos que o seu filho era um menino prodígio, ainda criança, fora convidado para tocar fora do Brasil, sendo que ganhara uma bolsa de estudos e estivera na Europa, tornando-se um concertista. Porém, ainda de menor idade, começou a ficar surdo e também contraiu uma doença rara que fazia com que ele ouvisse os sons sempre invertidos, assim, ele não podia mais tocar piano porque ao acionar uma nota, ouvia outra que não existia. Ao perceber que não havia cura para o filho, os pais ficaram desesperados, foi então que alguém passou por Rivera e Santana do Livramento e ouviu falar dos acontecimentos que se davam na Cruzada (antigamente, a IEQ era conhecida como "Cruzada")e voltando para casa espalhou pela pequena cidade. O fabricante de pianos se propôs em buscar tal recurso em Santana do Livramento. Ele preparou o gravador e disse: "Eu tenho certeza de que ao ouvir a gravação o meu filho ficará curado. Primeiramente o Rev. Ari orou, depois a missionária Eva, e por final eu orei. Todos repreendemos a surdez. Quinze dias depois, eu recebi uma correspondência em meu nome que contava a seguinte história: " Presados missionários, ao chegar em casa, reuní a família à noite e convidei os vizinhos que esperavam ansiosos o meu regresso. Falei sobre os senhores e as suas orações e sobre os testemunhos que ouví, depois, liguei o gravador. Quando vocês terminaram as orações, o meu filho, disse: pai, eu estou ouvindo perfeitamente, quero tocar o piano. Ao executar um exercício, tudo saiu perfeito. A partir desse dia, os vizinhos passaram a se reunir em minha casa para ouvir a gravação e estão sendo curados, inclusive a minha esposa recebeu curas." Eu respondi a sua carta e o orientei a que procurasse uma Igreja na região, que se chamasse Igreja do Evangelho Quadrangular e que a frequentasse mesmo que fosse longe, caso não houvesse uma, que me enviasse uma lista de Igrejas mais próximas e eu o orientaria. Guardei essa carta por muitos anos, depois, perdeu-se no tempo e nas minhas mudanças, que não foram poucas, sempre com a intenção de implantar no Brasil essa nova Igreja chamada Quadrangular quer pregando, quer fazendo música... " Paulo plantou, Apólo regou, e Deus deu o crescimento." I Cor.3:6 a 9. A nossa vida na evangelização não foi fácil, pagamos um preço alto na preparação do caminho para os que estão hoje no ministério e já chegaram numa Igreja Organizada sem saber o que é chegar numa cidade, sem recursos financeiros, sem ser conhecido, longe de casa, sendo detidos, sendo presos por pregar o Evangelho, sem querer recompensas na Terra. Quem tem história, conta.

Rev. Antonio Pedro Silva,
Postado por Rev. Antonio Pedro Silva às 22:09 0 comentários

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