
HSTÓRIA DO BECKÃO ( QUANDO A JUSTIÇA É PRATICADA POR QUEM NÃO É EVANGÉLICO )
{Justo é o que pratica a justiça? E aqueles que não são
convertidos e são mais justos do que os salvos?}
Aos meus amigos e irmãos blogueiros, esta é a história do "Beckão". Eu estava entrando na adolescencia, mas precisava trabalhar, então minha mãe conseguiu um trabalho numa fábrica de móveis, Como o proprietário era conhcido dela, deu-me aquele encosto, porque na verdade era uma obra da sua bondade em consideração à minha mãe. Mas, eu era muito curioso e com vontade de ter o meu trabalho, por isso, aprendi duas profissões naquela fábrica, primeiramente a prendi a fazer móveis começando com cabides, passando para cadeiras, roupeiros, armários e por fim fui para a fábrica de estofados. O dono da fábrica era um homem de personalidade forte, marcante porém não tinha nada a ver com " injustiça no poder." Chegava o tempo das eleições para prefeito da cidade, eram muitos candidatos.
O meu patrão tinha o apelido de "Beckão" porque jogava bola com os empregados, mas jogava na defesa, alí não passava nada, ou porque ele era bom mesmo ou porque ninguém se atrevia a dar um drible no patrão. Notamos que o patrão não fazia propaganda de nenhum candidato na fábrica. Esse patrão foi o melhor acordeonista que eu já vi na minha vida depois do saudoso Mário Zan e do querido Dominguinhos, ele sempre reunia os empregados e tocava o seu acordeão. Quando faltava um mês para as eleição o patrão reuniu todos os empregados no salão social da fábrica. Os empregados mostravam-se preocupados, cochichando, então eu perguntei ao meu chefe de setor o porque de tanta apreensividade. Ele me contou que anos atrás, houvera uma briga entre o patrão e o principal candidato, mas uma briga tão feia que só não houve morte porque o patrão soube conter-se, e como a briga acontecera num clube da Alta Sociedade e o oponente exagerara na bebida, a família do patrão se sentiu humilhada. O interessante, era que o tal candidato já tinha sido prefeito por, salve engano, dois mandatos e depois não concorrera mais. Então após tanto tempo de apreensão naquele salão, e todos comentando que o patrão certamente os reunira para orientá-los contra o principal candidato, entra o patrão, como sempre, austero mas sorridente, tratando a todos como se fossem mais do que empregados, e disse: "Meus amigos, eu tenho caminhado ao lado de vocês, tratado cada familia como se fosse a minha própria familia, mas hoje eu tenho um pedido para fazer a vocês, nestas eleições eu gostaria que vocês elegessem o "Juca" ( Juca era o apelido do grande prefeito José Hoffmann que fez história na cidade de Ponta Grossa-PR ). Imediatamente um dos chefes de setor chamado pelo apelido de "Pastéis" perguntou, "mas patrão, todos nós e a cidade toda sabemos que o senhor e o Juca são inimigos sem volta", e o patrão respondeu, " eu nunca espero vê-lo em minha frente e se isso acontecer, não respondo pelos meus atos, os outros candidatos são meus amigos, alguns até íntimos da minha familia, mas o Juca foi o melhor prefeito da minha cidade e nenhum outro tem no momento capacidade para fazer mais do que ele, eu quero o melhor para a minha cidade, para o comércio, para os meus filhos, para a minha emprêsa. Por isso, amigos, me ajudem a eleger o "Juca" e a nossa cidade estará em boas mãos".
O nome do patrão "Beckão" é Alfredo Pietrobelli, da fábrica de móveis Pietrobelli que ficava ou fica na Avenida Ernesto Vilela à umas quatro ou cinco quadras do Cemitério.Por essa atitude do meu patrão, hoje, com tanto caminho andado e conhecendo tanta gente, eu só consigo dizer: Sr. Alfredo Pietrobelli, católico apostólico romano praticante, foi um homem cujas semelhanças de atitudes como respeito, sinceridade e justiça, eu jamais encontrei outro no meu caminho.
Rev. Antonio Pedro Silva,
Nenhum comentário:
Postar um comentário