A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE.
Lembro-me do meu chamado. Não fui chamado por acaso. No Século passado, mais precisamente no ano de 1954, eu saía da escola no meu 1º ano, e ouvi um toque de acordion na Praça José Hoffman conhcida popularmente como "Praça do Juca", na Av. Ernesto Vilela. Tratava´se de uma senhora de cabelos brancos naturais, aparentando 45 anos e falava com sotaque estrangeiro. Ela tinha um flanelógrafo e contou a história uma mulher viúva que tinha dois filhos pequenos. Ela era lavadeira de roupas e assim criava sozinha os seus filhos. Um certo dia enquanto lavava roupas as crianças brincavam no mato. As crianças mexeram e derrubaram um ninho de vespas perigosas, as vespas voaram em direção das crianças que sairam correndo e gritando pelo nome da mãe. Quando a mãe chegou a ele nada mais lhe restava a fazer, então levantou o avental e escondeu os filhos abrigando-os das vespas mas a mãe foi picada pelos insetos e ficou com o rosto e braços deformados. A mulher comentou que Deus por seu amor tão grande, deu o seu filho Jesus para ser machucado e morto na cruz para nos salvar. Disse também que Jesus tinha todas as soluções, sendo ferido em nosso lugar. Depois fez um apelo perguntando quem aceitaria a Jesus Cristo como salvador da sua alma e ninguém se manisfetou, então, eu levantei a minha mão e ela me chamou para frente e fez imposição de mãos na sobre a minha cabeça. Foi a minha primeira imposição de mãos por um pastor.
Aquela miulher nos ensinou o meu primeiro hino, dizia assim: _Estou alegre, estou alegre/ Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado, Domingo/ Estou alegre, Estou Alegre/ Porque Cristo é o meu bom pastor/.
SEGUNDA IMPOSIÇÃO DE MÃOS
Dois anos mais tarde, chegou em frente a minha casa um homem e uma mulher viajando em uma bonita e cuidada carroça puxada por dois lindos cavalos. Ele era bem velho e ela era jovem. Pediram à minha Mãe permissão para deixar a carroça em frente a nossa casa e minha minha permitiu. O homem se apresentou com o nome Francisco e era Evangelista da Igreja Evangélica Assembléia de \Deus de União da Vitória, e ela contou que teve uma orientação de Deus para segui-lo na evangelização. Por volta das 6 horas da tarde, ela pediu para usar o nosso fogão para fazer uma comida e que seria um prazer jantarmos com eles. Após a preparação da janta, ela pôs à mesa e buscou na carroça duas Bíblias e dois hinários. Cantaram um hino que dizia Cristo pra mim/ Cristo pra mim/; depois cantaram outro que dizia /Tu precisas de Jesus/. Leram a Bíblia , comentaram sobre a salvação e fizeram apelo para aceitarmos Jeus como salvador e a minha disse que sentia muito mas era católica. Então aquele casal de evangelistas oraram e colocaram as mãos sobre nossas cabeças. Foi a segunda vez que uma pessoa ligada ao evangelismo em nome Deus impunha as mãos sobre a minha cabeça. Eu tinha 9 para 10 anos. Como esquecer isso? Eu não me tornei pastor por acaso.
Abraços,
Pr. Antonio Pedro Silva
